Entidades se unem para o Setembro Verde. Ação ressalta a importância do diagnóstico precoce do câncer de intestino e reto e estimula práticas de hábitos saudáveis
Tubarão
O câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil, com 190 mil óbitos por ano. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que 596 mil novos casos da doença surjam este ano. Destes, 34.280 casos serão somente de câncer de cólon e reto (intestino), cuja proporção será maior na região Sul do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
A maior incidência do câncer de cólon e reto na região Sul se deve ao estilo de vida da população dos três estados ser mais semelhante ao de países desenvolvidos, em que há uma elevada prevalência de excesso de peso e obesidade, inatividade física, tabagismo, ingestão de bebida alcoólica e consumo de carnes processadas.
Para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de intestino e reto (câncer colorretal – CCR) e estimular práticas de um estilo de vida saudável, entidades de saúde estão juntas para a campanha Setembro Verde. “Este tipo de câncer pode ser evitado em 90% dos casos, mas, com o passar dos anos, faz cada vez mais vítimas no Brasil. Pensando nisso, a campanha Setembro Verde promove durante todo esse mês uma série de ações nos municípios de Tubarão, Criciúma, Blumenau, Joinville, Jaraguá, Itajaí, Indaial, Florianópolis, São José, Palhoça, Lages e Joaçaba”, explica a médica especialista em Cancerologia Clínica e membro do corpo clínico de oncologistas do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) e da Viver Clínica Médica, em Florianópolis, Maria Cecília Araújo.
Ela relata que os dados são alarmantes. “Estima-se que em 2016 o câncer colorretal foi o segundo tumor mais incidente em mulheres no Brasil, como 17.620 casos, perdendo apenas para o câncer de mama. Em homens foi a terceira causa de câncer, com 16.660 casos”, diz a especialista.
A campanha: Adoção de alimentação saudável
“Queremos incentivar a adoção de uma alimentação saudável para que isso possa contribuir com a redução do risco do CCR. Além disso, uma das melhores maneiras de se fazer a prevenção é por meio da polipectomia (retirada de pólipos – lesões pré-cancerígenas), procedimento realizado por uma colonoscopia. O exame, que pode reduzir em mais de 50% a incidência de câncer, permite avaliação de todo intestino grosso através de uma câmera”, explica a presidente da Sociedade Catarinense de Coloproctologia, Elisa Treptow Marques. Além da redução da mortalidade, pacientes diagnosticados precocemente não necessitam de tratamentos mais intensos e com efeitos colaterais, como radioterapia e quimioterapia, por exemplo.

